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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Quer viver de ilustração / design???



Veja 12 dicas preciosas do ilustrador / designer Glauco Diógenes! 


Glauco Diógenes, 35, é designer gráfico, ilustrador e sócio dos estúdios multidisciplinares Super Nova e Glauco Diogenes Design. 

1. Nunca deixe de aprender. Fuja com todas as suas forças de qualquer tipo de modismo, a matéria prima do seu trabalho é a cultura. Acumule o máximo que puder enquanto não precisar trabalhar para sobreviver e, depois que começar o seu negócio, tenha um horário fixo para aprender uma coisa nova todo dia, a cada semana, a cada mês. Continue aprendendo sem parar. 

2. Viaje muito. Viagens são os melhores investimentos que você pode fazer em si mesmo. Se tiver que escolher entre uma viagem e um equipamento de ponta, ou mesmo um carro novo para fazer uma “preza” com o cliente, fique com o primeiro. Se você tirar proveito do que aprender viajando, vai tornar a aquisição do restante muito mais fácil. 

3. Só a curiosidade salva. Amplie ao máximo seu repertório. É muito comum nos primeiros anos de paixão pela profissão, só enxergarmos o mundo pelo viés do design. Acredite: mesmo com um espectro amplo, isso limita. Leia mais sobre Química, Biologia, Física, Engenharia, tendo ou não relação com a profissão. Só a curiosidade salva. Isso vai lhe propiciar outras abordagens para solucionar problemas. 

4. Invista em infraestrutura. Um ambiente de trabalho agradável é fundamental para gerar bem-estar para você e para todos que forem trabalhar com você – mesmo que seja um programador freelancer contratado para montar um website em três dias. Um exercício simples é: como você gostaria de ser tratado se estivesse naquela situação? Equipamentos novos e em ótimo estado são sempre bem-vindos. Invista nisso, em detrimento de máquinas velhas ou usadas. O gasto é maior, mas as dores de cabeça são menores, na mesma proporção. E nem preciso dizer: software original é algo básico e fundamental. 

5. Aja como um profissional. Tenha um bom contador, um ótimo suporte jurídico e crie um modelo de contrato e de proposta de trabalho o mais claro e efetivo possível, garantindo direitos e deveres a todos os envolvidos no processo de trabalho. Zonas cinzentas e termos confusos só lhe prejudicarão. 

6. Mantenha a humildade. Você não é um pop-star, você é um designer. Designers encontram soluções para problemas, ok, e isso tem o seu valor. Além disso, reconhecimento é muito bacana, motiva e faz bem para o ego. Mas o que tem de nortear a sua escolha e a sua trajetória é o seu trabalho e o quanto ele é relevante para os seus clientes. Seu trabalho serve para seus clientes ganharem mais dinheiro e melhorarem seus negócios e produtos e ambientes e serviços. Concentre-se na sua arte, baixe a cabeça e trabalhe, dê o melhor de si. As recompensas e o reconhecimento virão – ainda que eles não aconteçam do dia para noite. 

7. Nunca trabalhe de graça Para ninguém. Sem exceções. Se você é favorável a causas, ONGs e outras frentes de atuação e quer ajudar, certifique-se de que é possível fazê-lo sem arrependimentos, de que seu trabalho contribuirá para melhorar efetivamente quem lhe procurou e que os resultados sejam concretos e consistentes inclusive para que você possa usá-los a seu favor num futuro próximo. 

8. Ajude quem lhe ajuda – e vice-versa. Em caso de precisar ajudar um amigo ou parceiro de trabalho, pratique o que eu chamo de “troca de ativos” – combine uma retribuição à altura do valor que o outro gerou para você. Na situação inversa, vale a mesma regra. E não é exagero escrever os termos dessas parcerias num contrato. Quando não há dinheiro regulamento uma relação profissional, às vezes ela tende a deixar de ser profissional. E isso é ruim. 

9. Valorize seu trabalho e seu tempo. O design é um dos principais ativos para a construção de marcas. As empresas sabem disso. Usam isso. Vivem disso. Só que, naturalmente, vão tentar pagar o mínimo possível para adquirir esse ativo. E vão exigir a máxima qualidade no prazo mínimo de entrega. Aprenda a apresentar seu trabalho de forma impecável. Pergunte, estude, esteja preparado para contra argumentar de modo lógico e firme. Não tenha medo de dizer não. 

10. Seja pragmático. Não se apegue. Em nosso ramo, autoral, que envolve criação e subjetividade, é normal se apegar emocionalmente ao trabalho. Evite isso ao máximo. É o único jeito de manter a lucidez e um pouco de felicidade. 

11. Crie para os outros projetos que você gostaria que fossem seus. Faça produtos que você gostaria de usar. Esses são os melhores, os mais divertidos de fazer. Esses são os que as empresas demandam. O modelo passivo de estúdio ou de agência, em que o designer espera que o cliente já indique um caminho para a solução dos problemas, está ultrapassado. Estude uma empresa de que você goste, em qual setor de atividade, crie uma solução consistente, para uma demanda que você enxerga, registre sua ideia, para protegê-la, e agende uma apresentação. A sensação de realizar, de dar forma e vida a uma solução, e de se antecipar ao próprio pedido do cliente, é uma das melhores sensações que um designer empreendedor pode ter. É uma energia motivadora ímpar. É a tal realização profissional. Só tome cuidado porque vicia… Quando a visão do artista atinge o coração do interlocutor, faz-se a luz e tudo faz sentido. Às vezes nem sexo supera a sensação de conseguir colocar um projeto no mundo, de gerar felicidade na vida das pessoas com a sua criatividade. 

12. Meta a cara no mundo. Bote seu trabalho no mundo. Exponha-o. Sem medo. Submeta-o a portais, sites, editoras e comunidades de design relevantes. Isso vai ajudá-lo a, entre outras coisas, encontrar o seu lugar nesse universo gigantesco, ampliar possibilidades de contatos e, principalmente, fornecer para clientes internacionais. As fronteiras não existem mais. E ser remunerado em dólar, euro e libra não é nada mal.

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