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domingo, 9 de maio de 2010

Lançada a adapatação em quadrinhos do filme Alice no Páis das Maravilhas

Nesta semana, a editora On Line soltou nas bancas quatro títulos de HQs Disney  - até então uma exclusividade histórica da Abril. São quatro adaptações de filmes: A Bela e a Fera, A Princesa e o Sapo, Toy Story e esta versão de Alice.

Pelo menos Alice é uma bela surpresa! Trata-se de uma adaptação bastante meticulosa do filme de Tim Burton.

O roteiro de Linda Woolverton, autora de vários sucessos recentes da Disney, serve como referência para a HQ do começo ao fim.

Com formato de álbum e 64 páginas de história, há espaço suficiente para a história ser narrada com calma - o que é bem diferente daquelas adaptações publicadas em formato americano nos anos 90, que tentavam encaixar duas horas de filmes em pouco mais de 40 páginas.

A HQ é mais do que um souvenir do filme: é realmente um belo álbum, que pode ser lido até por quem não viu o longa-metragem.

A adaptação brasileira é muito competente: tem bom texto, correto, com várias notas explicativas.

A tradução também é zelosa: usa como referência a edição comentada de Alice vertida por Maria Luiza X. de A. Borges (Jorge Zahar) e o poema Jaguadarte, na célebre adaptação de Augusto de Campos. Pena que não tenha sobrado espaço para creditar esse cuidadoso tradutor.

A arte é outro destaque deste álbum. Como é um filme com pessoas reais, os artistas tiveram que desenvolver um visual para os desenhos. O ponto de partida do time italiano foram os esboços de concepção de Tim Burton.

O resultado evoca o trabalho artístico do diretor e deve agradar sua legião de fãs. É uma arte expressiva, com tons aquarelados, sutilmente sombria - acima de tudo, muito bonita.

Como extras, há 30 páginas dedicadas à arte do álbum. Falando da concepção, mostrando esboços, comparando cenas com o filme e explorando o processo de colorização que teve um resultado tão bonito.

Se a edição tem um problema, é a parte gráfica: a capa em couché não funciona bem com o off-set do miolo, e o acabamento fica aquém da qualidade do álbum.

Caso sirva de consolo: o preço condiz mais com a capa tosquinha do que com o miolo refinado: R$ 8,99 é um custo-benefício espetacular.

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